5.9.10

Revista Macrocosmo


Estava navegando pelo Astronomia Amadora.net quando achei esta postagem com 29 edições da Revista Macrocosmo para download. Para quem não conhece, a Macrocosmo é uma publicação digital, pioneira na divulgação da Astronomia no Brasil. De excelente qualidade, a revista já possui três anos e é referência na área. Bom, diante de três anos de revista para ler, upei também em nosso 1º Acervo de downloads, para quem quiser.

4.9.10

Revista da Ocupação Rogério Sganzerla

Revista oficial da Ocupação Rogério Sganzerla, exposição de filmes, documentos, roteiros, etc promovido pelo Itaú Cultural, que aconteceu em julho na cidade de São Paulo sob curadoria do também cineasta Joel Pizzini - ahh como seria bom se fosse pra outras cidades -.
A publicação possui textos e críticas acerca da obra de Sganzerla por estudiosos e críticos de cinema, como Hernani Heffner e Roberto Moreira S. Cruz, assim como o Manifesto do Bandido da Luz Vermelha, a filmografia de Sganzerla, entre outros artigos. Muito bom!

Ah, descobri também que o próprio Itaú Cultural upou a revista na rede, e em sua página no Issuu tem também outras revistas e periódicos de mostras e exposições, como a de Hélio Oiticica. Aproveitem.


Ps: vejam que na página do Issuu tem-se a possibilidade de fazer o download em pdf!

2.9.10

Entrevista com Linus Torvalds



Linus Torvalds, criador do Linux, veio ao Brasil pela primeira vez, em viagem de lazer para Fernando de Noronha. Mas antes concedeu entrevistas à imprensa. Esta acima é do portal G1, pertencente a esta reportagem.
Maravilhoso o que Linus diz, de seu intenso amor à computação, e do desejo de um conhecimento livre. Sistemas operacionais livres são um passe importante em favor da democratização, e do avanço do conhecimento humano. Afinal, como Linus diz, é muito melhor você ter o poder de programar do jeito que quiser um software ou sistema, divulgando possíveis descobertas à comunidade.

Isaac Asimov e o futuro da educação



Entrevista com o escritor Isaac Asimov, onde o mesmo fala sobre a internet e o provável futuro do aprendizado. Com redes virtuais de conhecimento - livres e democráticas, que substituiriam boa parte das escolas de hoje em dia. Em muito me fez lembrar o nosso modesto Barco, que tenta espalhar doses de conhecimento. Então assistam acima ou no Youtube, oito minutos de previsões de liberdade. Ps: Creio que tirei do twitter do Fly.

1.9.10

TRÊS ANOS D'O BARCO BÊBADO!

Entre mares, chegamos ao triênio! Mesmo com meses ausentes, e outros de grande tráfego, continuamos remando lentamente. De lá pra cá pouco mudou em meu pensamento, mas diante de tantas promessas estapafúrdias dessas campanhas anti-políticas, não ficarei divagando sobre o futuro que o Barco terá, de nada adiantaria.

Prefiro então agradecer a todos os tripulantes, argonautas e entusiastas que interagiram conosco nesse tempo. Vida longa a'O Barco Bêbado! Um brinde!


30.8.10

7 Livros que ferraram a Humanidade

Diretamente da página da revista SuperInteressante, com reportagem de Ana Carolina Prado, eis uma reportagem com uma matéria curiosa. Livros que ferraram a humanidade. Apesar do suporte de papel impresso ser nosso objeto de registro e conhecimento há milênios, o seu conteúdo inevitavelmente imortaliza-se junto da ideologia que carrega, influenciando eternamente aqueles que o lerem. Mas acreditando que o erro é parte do avanço, e que em real esse suposto progresso da nossa civilização, que nos permitiria apontar os erros do passado, é mais falho do que parece, deixo a lista com minhas ressalvas - principalmente sem ter lido as obras. Curioso também é o 'PS' da matéria, citando que livros 'mal-interpretados' como a Bíblia (e eu diria mais um monte) não estariam citados. Afinal pôr todos os livros que de certa forma mancharam a história da humanidade, seria quase impossível. Basta lembrar de Carl Sagan, e suas divagações sobre os geniais helenísticos, cujas idéias se perderam na Antiguidade e só foram revistas milênios depois, a exemplo o heliocentrismo - um dos pilares do Renascimento. Mas fiquemos com a notícia.

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1- “L’uomo delinqüente” (O homem delinquente), Cesare Lombroso, 1876

O médico e cientista italiano Cesare Lombroso defende, nesse livro, a teoria de que certas pessoas nasceram para ser criminosas e que isso é determinado por características físicas, como nariz adunco e testa fina, traços típicos dos judeus. A obra fez muito sucesso e influenciou o direito penal no mundo todo. Mas o problema maior foi que a obra também reforçou várias teorias racistas – principalmente o anti-semitismo nazista. O detalhe é que o próprio autor era judeu e sua intenção era simplesmente ajudar a ciência penal e jurídica. Atualmente, a teoria caiu no descrédito. Mas, mesmo assim, ainda há quem a defenda (sempre tem, né?).


2- “Mein Kampf” (Minha Luta), Adolf Hitler, 1925
O livro de Hitler tem, na verdade, 2 volumes. O primeiro foi escrito quando ele tinha 35 anos e estava preso por causa de uma tentativa de golpe de estado mal-sucedida. O segundo, inédito no Brasil, foi escrito já fora da prisão. O livro se destacou pelo racismo e anti-semitismo do autor, que via o judaísmo e o comunismo como grandes males e ameaças do mundo – o autor pretendia erradicar ambos da face da terra. A obra revela o desejo de transformar a Alemanha num novo tipo de Estado que abrigasse a raça pura ariana e que o tivesse como um líder de grandes poderes. Era um aviso para o mundo, mas na época ninguém de fora da Alemanha deu muita bola. Mein Kampf ainda hoje influencia os neonazistas.


3- “A inferioridade intelectual da mulher”, Carl Moebius, século 19. Sem tradução para o português.
Psicólogo influente em meados do século 19, Moebius escreveu esse livro seguindo idéias já bastante disseminadas desde a época de Platão e Aristóteles e defendia a inferioridade feminina e a restrição dos seus direitos. Usando pesquisas e tabelas pseudo-científicas, ele comparou o desempenho feminino em determinadas áreas intelectuais quando em disputa com homens (em um teste parecido com o vestibular de hoje). Pensadores antifeministas citavam essa obra para apoiar teses de que as mulheres não deveriam ter uma série de direitos por serem “inferiores intelectualmente”.


4- “O martelo das bruxas” ou “Malleus Maleficarum”, Jacob Sprenger, 1485

Manual de caça às bruxas que levou muita gente à fogueira, o livro foi muito influente entre as igrejas católica e protestante. Jacob Sprenger indicou uma série de procedimentos para a identificação das bruxas: se a mulher tivesse uma convivência maior com gatos, por exemplo, já era suspeita. A obra foi responsável por quase 150 anos de matança indiscriminada de mulheres. A onda só passou depois que o método científico começou a prevalecer sobre a crença religiosa cega, a partir da publicação dos estudos de Isaac Newton. Com o pessoal discutindo assuntos científicos, pegava mal ficar caçando bruxa.


5- “Essai sur l’inégalité des races humaines” (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas), Joseph Gobineau, 1855

O livro do cientista social Gobineau virou referência obrigatória para aqueles que defendem a superioridade de algumas raças sobre as outras. O autor desempenhou por um bom tempo cargo diplomático na corte de D. Pedro II e achava o Brasil “uó” por ter tanta miscigenação. Segundo ele, a miscigenação degenera as sociedades porque piora as supostas limitações das raças inferiores (as não-brancas, para ele). A obra passou a ser usada para sustentar a legitimidade do tráfico negreiro. Sua tese foi tão aceita que até hoje existem alguns cientistas que mantém a crença na superioridade de algumas raças.


6- ” The Man Versus the State ” (O Indivíduo Contra o Estado), Herbert Spencer, 1884
Embora alguns digam que essa é uma leitura injusta do livro, ele foi utilizado para a defesa do capitalismo selvagem no século 19, principalmente nos EUA. Spencer defende que, assim como ocorre na natureza, nas sociedades humanas também prevalecem os mais aptos. Isso quer dizer que os ricos e poderosos são assim porque estão mais preparados que os pobres. O livro passou a ser usado, então, para justificar a falta de ética nas relações comerciais, com a destruição implacável da concorrência, a busca incessante por riquezas e o pouco caso com os pobres.


7- The Seduction of the Innocent (“A sedução dos inocentes”), Frederic Wertham, 1954

Ok que o livro não gerou nenhuma atrocidade, mas ajudou a disseminar ideias equivocadas a respeito de uma coisa que a gente gosta: quadrinhos. No livro, o psiquiatra alemão-americano Werthan forjou argumentos para atribuir às HQs o papel de culpadas por casos de delinquência, abandono dos estudos e homossexualidade entre crianças e adolescentes. O livro foi lançado numa época em que as HQs eram um dos gêneros de leitura mais consumidos nos EUA e até o governo pensou em proibi-los (naquele tempo, rolava uma preocupação imensa nos EUA de que os jovens estivessem sendo corrompidos por idéias comunistas). Para evitar isso, as editoras lançaram o Comics Code Authority – um código de autocensura que ainda existe e que seria um indicativo de que o material publicado não iria degenerar os jovens.


* Não incluímos livros mal interpretados, “tsá”?
Não incluímos nessa lista os livros que foram simplesmente mal interpretados. A Bíblia é um exemplo disso. O professor de filosofia da UNESP Jézio Gutierre acha que o caso com “O Capital”, de Karl Marx, também tem a ver com interpretações equivocadas. “Esse livro é um grito ético humanista e tem todas as características para ser um livro anti-atrocidade”, explica. Para ele, portanto, não se pode atribuir a essa obra os massacres que governantes socialistas promoveram.

** Fontes: Lincoln Ferreira Secco (USP), Jézio Hernani Bomfim Gutierre (UNESP), Márcio dos Santos Rodrigues ( UFMG), Adriana Romeiro (UFMG)


22.8.10

Pirataria não é roubo


Quebrando os direitos patrimoniais, distribuindo conhecimento com liberdade. Vide Tenso.


21.8.10

Space Patrol em São Lourenço MG 1974



Space Patrol foi a banda composta por Arnaldo Baptista (pós-Mutantes), Zé Brasil (da banda Apokalypsis) e Marcelo Aranha. Este vídeo filmado em Super 8 por Mário Luiz Thompson foi feito durante o Festival da Saúde Perfeita, em São Lourenço, MG - Julho de 1974. Trilha-sonora com músicas de Arnaldo Baptista e Zé Brasil. Upado pelo próprio Zé.

Despedida

Curta-metragem 'Despedida', de Eduardo Escorel. A última apresentação do instrumentista brasileiro Paulo Moura. Emocionante!

Entrevista com Eric Clapton em 1968




Em plena fase do quase-perfeito trio Cream, Eric Clapton concede esta entrevista em 1968, e responde algumas perguntas demonstrando sua técnica. Engraçado como a reportagem coloca um contraponto entre o então mito de que a guitarra seria uma 'máquina de barulho', com a qualidade técnica de Clapton. Não sei quem foram os autores do vídeo, pois quem upou no Youtube não nos trouxe a informação, mas posso arriscar pelo narrador que foi algum programa da BBC. Entretanto quem me trouxe este post foi mais uma vez Outran, da comunidade no orkut Rock Psicodélico.