Este site traz o ranking das 6.000 melhores universidades do mundo, baseados em dados de Julho de 2009. No top 5, estão: MIT, Harvard, Standford, Berkeley e Cornell, todas dos Estados Unidos. Aliás, as 20 primeiras colocadas são todas dos EUA. Apesar dos critérios de avaliação, é algo bastante discutível. Mas deixando a polêmica, há pontos interessantes a se notar, como por exemplo o fato da nossa USP ocupar a 38ª posição (antes de universidades renomadas como a secular Oxford), e ser a 5ª melhor excluindo as americanas.
Falando no Brasil, há também o ranking brasileiro (dentro das 6 mil), tendo como top 3: a própria USP, a UNICAMP, e a UFSC. Bom, de qualquer forma é uma importante base de análise.
Clique aqui! para ver o ranking completo. E aqui! para ver o brasileiro.
5.2.10
Ranking Mundial das Universidades
Sob selenismo,
fábio bocanegra.
às
15:40
Artes e afins: educação, futilidades
4.2.10
Um apelo sincero vindo da ECO-92
Que discurso! Essa menina de apenas 13 anos, Severn Suzuki, diz do alto de sua sapiência, tudo o que todos deveriam dizer/ouvir. E muito além das palavras, como ela mesma diz, de agir. Se os líderes não mudaram - afinal os problemas relatados há quase 20 anos continuam os mesmos -, nós podemos, e devemos. Não sei se é uma boa oportunidade, e nem sei se estou fazendo realmente o certo (afinal não conheço pessoalmente para botar minha mão no fogo), mas 2010 é ano de eleição e deveríamos, brasileiros, ter mais noção de que é sim possível mudar essa velha oligarquia eleitoral. Eu voto Marina Silva, Partido Verde, 43. Por quê? Porque penso, ainda que posso estar enganado, que Marina é a única na disputa que pode mudar este quadro levantado pela sábia Severn. Até mais.
Clique aqui! e eduque-se.
Sob selenismo,
fábio bocanegra.
às
17:57
Artes e afins: educação, história, meio ambiente, política
2.2.10
Bibi Ferreira - Gota d'água

Olá todos a bordo, eu, Augusto, voltei a postar.
E nessa postagem vamos conferir o maravilhoso álbum de Chico Buarque e Paulo Pontes, por Bibi Ferreira - Gota d'água
Gota d'água é uma adaptação da clássica peça grega "Medéia", que conta a história de uma mulher, que é trocada pelo marido Jasão, a quem dedicou sua vida. Na peça de Chico Buarque, Medéia ganha a identidade de Joana, vive no morro e tem uma história de luta pela sobrevivência. Ao ouvir esse disco fiquei maravilhado, é impressionante a capacidade de interpretação sonora de bibi. Recomendo muito a todos que gostam de teatro e Chico Buarque!
Sob selenismo,
Angelo Augusto
às
22:36
Artes e afins: filosofia, literatura, música, teatro
1.2.10
A Escala do Universo
Animação em flash muito bem feita com a escala do universo conhecido, do yoctometro ao yottametro. Ou seja, do menor tamanho possível fisicamente (conhecido como a constante de Planck) ao maior tamanho físico possível atualmente, a própria estimativa do tamanho do universo visível.
É claro que descobriremos muito mais tanto dos mundos microscópicos quanto dos macroscópicos, mas é muito importante verificar a escala e presenciar nossa insignificância.
Perto de um átomo de nosso corpo, ou de uma estrela supernova, qual nossa importância? É para desmoralizar qualquer ambição ou arrogância humana. Estamos num planeta tão pequeno, e mesmo dotados de racionalidade e postura crítica sequer conseguimos harmonizar nossa sociedade com o resto do meio ambiente, e tampouco sustentar todos os homens que aqui vivem.
Clique aqui! para ver de 0,00000000000000000000000000000000001 metros aos 930.000.000.000.000.000.000.000.000 metros.
Vi no Sedentario.org, na ótima coluna de Kentaro Mori.
Sob selenismo,
fábio bocanegra.
às
23:58
Artes e afins: ciências gerais
29.1.10
O Experimento de Herschel
O infravermelho, tão conhecido hoje em dia por ser usado desde celulares até telescópios de alta tecnologia, deve sua descoberta a um astrônomo de origem alemã chamado William Herschel. O modo como ele descobriu essa 'luz invisível' no espectro luminoso solar é fonte de inspiração não só para os amantes da ciência, mas para toda humanidade. Bastante criatividade, aliada à capacidade que possuía o cientista. Nesse site vemos o Experimento de Herschel explicado e ilustrado de modo bastante simples. Espero que gostem.
"O experimento de Herschel foi importante não unicamente porque levou a descoberta da radiação infravermelha, mas também porque pela 1a vez alguém mostrou que existiam formas de luz que não podiam ser observadas com nossos olhos. Como sabemos agora, existem muitos outros tipos de luz que não podem ser “vistas” e as cores visíveis são apenas uma parte bastante “pequena” daquilo que chamamos de espectro eletromagnético (veja figura acima)."
Clique aqui! para aprender a fazer o experimento.
Sob selenismo,
fábio bocanegra.
às
13:36
Artes e afins: ciências gerais
27.1.10
Fábula sobre Racismo
Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
- Qual o problema, senhora?, pergunta uma comissária.
- Não está vendo? respondeu a senhora.
- Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra poltrona.
- Por favor, acalme-se, disse a aeromoça. Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos alguma disponível.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica.
E continuou:
- Temos apenas um lugar na primeira classe.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
- Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa tão desagradável .
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe.
Todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.
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Fonte. Realmente digno de aplauso. Preconceito, de qualquer forma, é burrice. Racismo então, muito além de ser crime, é um atentado contra a humanidade.
Imagens por Mcbess aka Matthieu Bessudo
Mcbess, também conhecido como Matthieu Bessudo, é um artista visual e ilustrador nascido em Kassel, Alemanha. Suas imagens um tanto quanto psicodélicas, retratando o cotidiano do artista, são apreciados pela qualidade, pelos personagens característicos e pelo traço cartoonesco ímpar. Em sua página da internet há seu portfólio, creio que agradará a muitos. Eu já conhecia, mas relembrei quando visitava o Sedentario.org.
Clique aqui! e vá direto para o portfólio. No 'home', ou página inicial, há desde uma loja de souveniers até uma biografia audiovisual, e clipes animados com os desenhos.
Sob selenismo,
fábio bocanegra.
às
01:40
Artes e afins: design, pintura, quadrinhos
25.1.10
Através da Natureza Brasileira (ilustrado), por Theodore Roosevelt
"Após seu fracasso em ter seu terceiro mandato nas eleições de 1912, o então presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt planejou uma viagem à Argentina e Brasil num cruzeiro ao longo do Amazonas. O governo do Brasil sugeriu que Roosevelt se juntasse ao famoso explorador Brasileiro Cândido Rondom numa expedição no recém descoberto Rio da Dúvida. Roosevelt acabou aceitando o convite e, acompanhado pelo seu filho Kermit, alcançou o rio com Rondom em 27 de Fevereiro de 1914. Desde o início, a expedição enfrentou dificuldades, inclusive doenças, falta de mantimentos, e hostilidade de tribos locais. Roosevelt quase chegou a morrer de infecção e ferimentos. Esta obra é um relato da expedição, que apesar de seus problemas, conseguiu produzir mapas com partes do rio e descobrir diversas espécies desconhecidas de animais e plantas. O Rio da Dúvida é agora chamado de Rio Roosevelt."
A obra, em inglês e scanniada em altíssima qualidade, com ilustrações de Kermit Roosevelt e demais membros da expedição - está disponível no visualizador da Biblioteca Digital Mundial clicando aqui! ou para download em pdf clicando aqui! (nesse caso, clique em 'salvar link como...', já que o arquivo possui 150 megas, e para abrir no browser demora demais).
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Vi no blog Pensamentos Negros, do nosso seguidor Luiz Carlos.
E aproveito ainda para divulgar a Biblioteca Digital Mundial, de muita qualidade e conteúdos midiáticos em diversos idiomas e de diversos países. Ótimo portal de conteúdo cultural mundial.
Sob selenismo,
fábio bocanegra.
às
18:13
Artes e afins: história, literatura, meio ambiente, pintura
22.1.10
O Terremoto da Miséria
Belo post do Sedentário, trazendo um texto de João Pereira Coutinho para a Folha de S. Paulo (abaixo), explicando que os terremotos são muito mais sociais, do que físicos. E matam em países pobres pela miséria, não pela força. Leiam e reflitam. A desigualdade social é o maior mal deste mundo.
E para concluir isto, um ótimo texto de Eduardo Galeano, chamado 'A Maldição Branca' (clique no título para ler), onde descreve a trágica e honrosa história do Haiti. O título é uma verdade, num país onde até o embaixador no Brasil diz que seu povo é amaldiçoado pelo sangue africano. Pasmem.
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LISBOA TREMEU em 1755. O Grande Terremoto horrorizou a Europa culta e pôs Voltaire a pensar. Onde estaria Deus? Sim, onde estaria Deus naquele Dia de Todos os Santos para permitir a matança indiscriminada de mulheres, velhos, crianças?
No século 18, Lisboa deixou de ser, entre os homens letrados do Iluminismo, uma mera cidade. Passou a ser, como Auschwitz no século 20, o símbolo do mal. Do mal radical, inominável, inexplicável.
Passaram 250 anos. Lisboa deixou de tremer. Ou quase: umas semanas atrás, nas primeiras horas da madrugada, senti a casa a dançar um “twist”. Durou segundos. Alguns livros no chão, um copo partido. Por momentos, ainda pensei que talvez fossem os meus vizinhos em reconciliação amorosa.
Não eram os vizinhos. Os alarmes dos carros estacionados na rua desmentiam com estridência qualquer cenário romântico. Era terremoto, confirmaram as notícias. Nível 6 na escala Richter. Nenhum morto. Nenhum ferido. Nenhuma interrogação sobre Deus.
Exatamente o contrário do sucedido no Haiti. Incontáveis mortos. Incontáveis feridos. E, nos jornais da Europa, textos pseudofilosóficos sobre o papel do divino. O tom era comum. A tese também: a natureza é insondável.
Difícil discordar. Mas a tragédia do Haiti não é apenas produto de uma natureza insondável. É o resultado da incúria humana; da corrupção; da miséria material; e da tirania.
Eis a tese apresentada em ensaio fundamental para entender a contabilidade macabra dos desastres naturais. Foi publicado em 2005 por Matthew Kahn em revista do prestigiado MIT. Intitula-se “The Death Roll from Natural Disasters: the Role of Income, Geography, and Institutions” (a lista da morte por desastres naturais: o papel da renda, da geografia e das instituições).
O objetivo de Kahn não é metafísico; é bem prático. E foi motivado por crença comum, que vi repetida nos últimos dias: por que motivo os desastres naturais só atingem nações pobres?
Kahn começa por provar que uma crença não passa disso mesmo. Entre 1980 e 2002 (o arco temporal do estudo), a Índia teve 14 grandes terremotos. Morreram 32.117 pessoas. No mesmo período, os Estados Unidos tiveram 18 grandes terremotos. Morreram 143 pessoas. Iguais conclusões são extensíveis aos 4.300 desastres naturais do período em análise e às suas 815.077 vítimas. Observando e comparando 73 países (pobres, médios e ricos), a conclusão de Kahn é arrepiante: os grandes desastres naturais distribuem-se equitativamente pelo globo.
O que não se distribui equitativamente pelo globo é o número de mortos: países com um PIB per capita de US$ 2.000 apresentam uma média de 944 mortos por ano. Países com um PIB per capita de US$ 14 mil, uma média de 180 mortes. Moral da história? Se uma nação de 100 milhões de pessoas consegue subir o seu PIB de US$ 2.000 para US$ 14 mil, isso resulta numa diminuição de 764 vítimas por ano.
Mas a análise não se fica pela riqueza. Não se fica apenas pelos países que têm maior capacidade para planificar com rigor, construir com segurança e socorrer com rapidez. A juntar à riqueza, a política tem uma palavra a dizer.
A política, vírgula: a democracia e a boa governação. A disparidade dos mortos não é só imensa entre países ricos e pobres; também o é entre países democráticos e não democráticos. Em países democráticos, onde os governantes são julgados pelos seus constituintes e vigiados por uma imprensa livre, a forma como se planifica, constrói ou socorre é o verdadeiro teste de sobrevivência para esses governantes. O número de mortos em países democráticos é, mostra Kahn, incomparavelmente inferior aos mortos anônimos dos regimes ditatoriais/autoritários.
No Haiti, um terremoto com 7,1 graus na escala Richter trouxe devastação inimaginável e dezenas de milhares de mortos. Em 1989, um terremoto com 7,1 graus na escala Richter provocou 67 vítimas nos EUA. Nenhum espanto: os EUA não têm um PIB per capita de US$ 1.400 e não foram governados por “Papa Docs”, “Baby Docs” e outros torcionários para quem o destino do seu povo era indiferente desde que a rapina pudesse continuar.
Em 1755, quando o terremoto de Lisboa fez tremer a Europa, ficaram célebres as palavras do marquês de Pombal: é hora de enterrar os mortos e cuidar dos vivos. No século 18, era impossível dizer melhor. No século 21, impossível é dizer pior. Depois de enterrar os mortos e cuidar dos vivos, só existe uma forma de mitigar a violência da natureza: enriquecendo e democratizando.
Fonte: Folha de São Paulo, 19/01/2010
Texto: João Pereira Coutinho